Retropé ou Antepé: qual o padrão adequado para a corrida? - Dra. Ana Motta e Equipe

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Retropé ou Antepé: qual o padrão adequado para a corrida?

Assunto divide opiniões entre pesquisadores, treinadores e corredores. Veja o que a ciência diz a respeito.

Alguns pesquisadores e treinadores de corrida tem ganhado notoriedade ao sugerir o antepé como o padrão adequado de aterrissagem durante a corrida. O argumento é de que adotando este padrão, o atleta terá ganho na performance e redução dos riscos de lesão. Isso tem levado um grande número de atletas a considerar a mudança do seu padrão de pisada do retropé (a parte de trás dos pés) para o antepé (a parte da frente). Mas será que isso faz sentido?

Imagem: Shutterstock

Em 2014, um estudo desenvolvido pelo SPRunIG, grupo com o objetivo de estudar os diferentes aspectos da associação entre a prática da corrida e o surgimento de lesões, não conseguiu comprovar grandes diferenças na incidência de lesões entre grupos de corredores que tinham como padrão de pisada o antepé, mediopé (quando calcanhar e o meio do pé tocam o solo quase simultaneamente) e retropé.

O estudo avaliou a pisada de 514 corredores recreacionais que praticavam suas atividades de tênis (não descalços). Nos primeiros resultados, o estudo verificou que 95% do grupo tinha o retropé como padrão de impacto, os que utilizavam o antepé não chegaram a 1%. Portanto, o mais comum é correr com o calcanhar tocando o solo primeiro. Os estudos que defendem a adoção do padrão antepé argumentam que isso ocorre por conta do amortecimento que os tênis oferecem no calcanhar e que correndo descalços, naturalmente aterrissamos com o antepé pois sentimos dor ao fazer o contrário.

O estudo do SPRunIG prosseguiu verificando a incidência de lesões em cada um dos grupos. Entre os que utilizavam padrão retropé, 33% reportaram lesão prévia, enquanto 66%, não. No grupo de padrão antepé esta relação ficou em 50%-50%. Estes resultados mostram que há uma diferença muito grande entre um grupo e outro para aquilo que se quer estudar e, portanto, não servem para comprovar cientificamente que mudar o padrão de pisada diminui os riscos de lesões durante a corrida. Alguns corredores podem até se beneficiar com a mudança, mas isso não é exatamente uma regra. O ideal é que o atleta conheça o seu corpo e respeite os seus limites.

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