Entenda mais sobre a Escoliose - Dra. Ana Motta e Equipe

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Entenda mais sobre a Escoliose

A escoliose é caracterizada pela inclinação da coluna vertebral para os lados. Apesar de muito conhecida de forma geral, existem tipos diferentes de Escoliose.

Ela é um desalinhamento que nem sempre vem da coluna, ou seja, ela pode vir do quadril, ou pela diferença no tamanho das pernas. Quando esse desalinhamento parte da coluna vertebral, ocorre lateralmente e acompanha movimentos de rotação das vertebras.

Existem vários tipos de escoliose e, ambas manifestam um aspecto físico bem semelhante, mas vale ressaltar que os prognósticos podem ser bem diferentes. Desses vários tipos, existem três principais, são eles:

Imagem: Hong Jin Pai

Escoliose congênita:

Acontece por um problema na formação das vértebras ou uma fusão de costelas do feto ou do recém-nascido. Nesse caso, um lado de uma vértebra não fecha totalmente ou as vértebras não segmentam como deveriam, afetando o modo como a coluna vertebral cresce.

Escoliose neuromuscular:

A escoliose neuromuscular resulta de qualquer condição ou doença neurológica que afeta o controle dos músculos, que ajudam no suporte e estabilização da coluna. Isto pode acontecer em crianças com pouco tônus muscular (hipotonia), ou em crianças com alto tônus muscular (espasticidade). A escoliose neuromuscular é comumente vista em pacientes com paralisia cerebral, mielomenigocele e distrofia muscular.

Escoliose idiopática:

Esse caso é o mais habitual e acontece quando não se sabe o porquê do paciente desenvolver aquela escoliose, ou seja, não é possível identificar a causa. Apesar disso, a teoria mais aceita é que a causa possa ser hereditária.

Quais os sintomas da escoliose?

Há suspeita de escoliose quando um ombro parece estar mais alto do que o outro, ou quando a pélvis (ou quadril) parece estar inclinada. É difícil perceber quando ainda está no estágio inicial, exceto quando o paciente inclina o tronco para frente e a assimetria entre os lados da coluna fica evidente. Ou em uma avaliação, pela palpação de um fisioterapeuta

Principais sintomas:

– Ombros ou quadris que parecem assimétricos;

– Coluna vertebral inclininada para um dos lados;

– Muitas vezes desconforto muscular.

Comumente algumas pessoas acabam sendo mais acometidas a essa inclinação do que outras, por alguns fatores que são considerados de risco pelos médicos e que contribuem para o desenvolvimento da escoliose:

– As fases mais acentuadas de crescimento, que costumam ocorrer um pouco antes da puberdade (dos nove aos quinze anos), acabam apresentando maiores sinais e sintomas;

– Apesar de ambos os sexos estarem sujeitos à escoliose, as meninas possuem um risco maior de desenvolve-la;

– A postura, principalmente na idade de crescimento, também é um fator muito importante de ser levado em consideração.

Qual o tratamento para a escoliose?

Antes de iniciar qualquer tratamento é importante saber a causa, o tamanho e a localização da curva, além de outros fatores como a idade do paciente e também o grau de evolução da deformidade.

Uma das ações mais importantes é barrar a evolução da escoliose, pois é na fase adulta que as dores surgem, caso não seja feito o tratamento adequado. Métodos de fisioterapia, como a RPG e o Pilates, por exemplo, são alguns dos mais indicados.

Além disso, poderá ser necessário o uso de colete na medida em que a curvatura se agrava (acima de 25 e 30 graus em crianças que estiverem na fase de crescimento). O uso dos coletes é geralmente recomendado para auxiliar a retardar a progressão da curva.

Em casos mais graves, a cirurgia é indicada para corrigir, (embora não completamente), a curva da coluna.

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