Bursite Trocantérica - Dra. Ana Motta e Equipe

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Bursite Trocantérica

A bursite é a inflamação de uma bolsa (um fino saco de líquido sinovial). Estas bolsas estão localizadas nos pontos de fricção, especialmente onde há tendões ou músculos que passam por cima do osso, e têm como principal função diminuir o atrito entre estas estruturas. Embora uma bolsa geralmente contenha muito pouco líquido quando ocorre uma lesão, esta pode inflamar e encher-se de líquido, causando a bursite.

 

Esta lesão pode resultar um traumatismo agudo, ou micro-traumas provocados por esforços repetitivos. Os traumatismos agudos incluem contusões por quedas, em desportos de contato e outras fontes de impacto. Os micro-traumas provocados por esforços repetitivos incluem: a irritação da bolsa trocantérica, devido ao atrito provocado pela banda ílio-tibial, que é uma extensão do tensor da fáscia lata, com consequente lesão desta estrutura muscular. Essa irritação, repetitiva e cumulativa, ocorre muitas vezes em corredores e outros desportistas, mas também pode ser vista em indivíduos menos ativos.

Outros fatores predisponentes incluem uma discrepância no comprimento dos membros, fraqueza muscular dos abdutores do quadril, e cirurgia com abordagem lateral do quadril. Cerca de 80% dos casos de síndrome de dor trocantérica ocorrem em mulheres.

 

Sinais e sintomas/ Diagnóstico

 
Nos casos de traumas, o paciente pode lembrar-se do impacto que causou a lesão.

– Dor aguda na região lateral do quadril , agravada pela pressão sobre a extremidade óssea do grande trocanter;

– A dor pode irradiar para baixo pela face lateral da coxa, geralmente não passando para baixo do joelho;

– A dor piora quando está deitado de lado, sobre o quadril afetado;

– Gerando desconforto ou dor para dormir.

 

Uma boa avaliação, incluindo uma história clínica e exame atento do quadril são geralmente suficientes para diagnosticar a síndrome de dor trocantérica.

 

Tratamento

 

A maioria dos pacientes com síndrome de dor trocantérica reage bem ao tratamento com fisioterapia. O tratamento, no caso de ser uma lesão aguda, tem como objetivo inicial controlar os sinais inflamatórios, através de: Medicação, descanso e gelo. Todos prescritos com orientação de um médico e fisioterapeuta.

 

Algumas técnicas e métodos fisioterapêuticos podem ajudar nessa questão:

 

– Exercícios de alongamento progressivo, principalmente do tensor da fáscia lata;

– Exercícios de fortalecimento dos abdutores da coxa, sobretudo o glúteo médio, serão necessários para o retorno à atividade e para diminuir o risco de recidivas;

– A aplicação de gelo no final dos exercícios para prevenir sinais inflamatórios.

 

Exercícios terapêuticos para a síndrome de dor trocantérica

 

Os seguintes exercícios são geralmente prescritos durante a reabilitação de uma síndrome de dor trocantérica. Deverão ser realizados 2 a 3 vezes por dia e apenas na condição de não causarem ou aumentarem os sintomas.

 

Auto Massagem dos Glúteos

Auto Massagem dos Glúteos

 

Deitado de lado, com uma bola na região glútea. Com a ajuda de braços e pernas pressione a bola em pequenos movimentos circulares. Repita o movimento durante 30 a 90 segundos, desde que não desperte nenhum sintoma.

 

Auto Massagem dos Glúteos

Auto Massagem dos Glúteos

 

Em pé, com a perna a alongar cruzada atrás da outra. Empurre a anca no sentido da perna a alongar. Mantenha a posição durante 20 segundos. Repita entre 5 a 10 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.

 

Fotalecimento dos Abdotores da Coxa

Fotalecimento dos Abdotores da Coxa

Fotalecimento dos Abdotores da Coxa

Fotalecimento dos Abdotores da Coxa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sentado, com um elástico à volta dos joelhos e os pés bem apoiados. Faça força para afastar os joelhos. Mantenha a posição durante 8 segundos. Retorne lentamente à posição inicial. Repita entre 8 a 12 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.

 

Antes de iniciar estes exercícios você deve sempre aconselhar-se com o seu fisioterapeuta.

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